31.10.07

FILOSOFIA DO SÉCULO XVII / IDADE DA RAZÃO

A filosofia do século XVII no Ocidente é considerada como ponto de partida para a filosofia moderna, e como libertação do enfoque medieval, especialmente da escolástica. A comumente chamada de "Idade da Razão" sucedeu a Renascença e antecedeu o iluminismo. Também, pode ser vista como a fase inicial do Iluminismo.

A Filosofia Ocidental considera o início do período moderno no século XVII — mais especificamente, com os trabalhos de René Descartes, que estabeleceu a maior parte da agenda e da metodologia para aqueles que vieram em seguida. Tal período é respeitado na Europa pelos grandes construtores de sistema — filósofos que apresentaram sistemas unificados de epistemologia, metafísica, lógica, ética, e também de política e ciências físicas.

Immanuel Kant classificou os seus predecessores em duas escolas: os Racionalistas e os Empiristas, e a Filosofia Moderna, no início, (séculos XVII e XVII) é usualmente caracterizada quanto ao suposto conflito entre essas escolas. Esta divisão é uma simplificação considerável, e é importante estar consciente que os filósofos implicados não pensaram neles como pertencendo a essas escolas, mas envolvidos em um projeto filosófico único.

Embora equivocada de alguma forma, esta classificação continuou sendo usada até hoje, especialmente quando se escreve sobre os séculos XVII e XVIII. Os três principais Racionalistas, normalmente considerados, são René Descartes, Baruch Spinoza, e Gottfried Leibniz. Os três principais Empiristas foram John Locke, George Berkeley, e David Hume influenciados por seus predecessores ingleses Francis Bacon e Thomas Hobbes. Os Racionalistas admitiam que, em princípio (embora não na prática), todo o conhecimento pode ser adquirido, apenas, pelo poder da nossa razão; os Empiristas rejeitaram isto, acreditando que todo o conhecimento procede da experiência através dos sentidos, Assim os Racionalistas tomaram a matemática como o seu modelo do conhecimento, e os Empiristas, a física.

Esta ênfase na epistemologia está na raiz da distinção de Kant; mas enfocando vários filósofos quanto às suas teorias metafísicas, morais, ou lingüísticas, eles podem ser classificados de maneiras diferentes. Mesmo partindo da epistemologia, entretanto, a distinção é questionável: por exemplo, a maior parte dos Racionalistas aceitou que na prática tivemos de confiar nas ciências para conhecer o mundo externo, e muitos deles estiveram envolvidos na pesquisa científica; os Empíricos, de outro lado, geralmente aceitavam que o conhecimento a priori foi possível nos campos de matemática e lógica,

Este período também viu o nascimento de alguns clássicos do pensamento político, especialmente o Leviatã de Thomas Hobbes, e Dois Tratados sobre o Governo de Locke.

O século XVII, na Europa, presenciou o fim do lento processo que levou à distinção entre filosofia e teologia. Embora alguns filósofos argumentaram à respeito da existência de – deus, isto foi feito como exercício de reflexão filosófica. (O Iluminismo, a Idade da Razão e a filosofia do século XVIII foram mais além, abandonando completamente a religião e a teologia.)

Wikipedia: 17th-century philosophy

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